Com isso, é necessário realizar uma contabilidade eficiente, especialmente para realizar a Declaração Anual de Ajuste do Imposto de Renda. No entanto, no contexto contábil, a taxa de depreciação pode ser descrita como um recurso cujo objetivo é atribuir custo financeiro para um ativo tangível. Tanto para quem investe no mercado de capitais quanto para quem é dono de um negócio, entender o que é a taxa de depreciação é bem importante.
Sendo que em cada ano a depreciação será a mesma, no segundo ano a depreciação acumulada será de $18.000,00. No terceiro ano estará em R$ 27.000,00, e assim sucessivamente até chegar ao último ano com uma depreciação acumulada de $90.000,00. Isto é, os cálculos de depreciação no mercado agro são complexos e exigem conhecimentos específicos para que não haja perda de dinheiro.
Onde ela é aplicada no contexto empresarial?
Ela representa a perda de valor dos bens ao longo do tempo devido ao uso, desgaste ou obsolescência, influenciando diretamente os custos e a precificação dos ativos. É a Receita Federal quem determina qual a vida útil estimada de um bem e, com base nela, sua taxa anual de depreciação. A depreciação pode começar a ser contada a partir da instalação do bem e, ao final do período de vida útil, não poderá ultrapassar o custo de aquisição do ativo. Espera-se que os ativos desse tipo tenham uma certa vida útil e o valor geral do carro ou caminhão diminuirá um pouco a cada ano de operação. Essa mesma taxa de depreciação costuma ser um dos critérios usados para determinar o valor atual de revenda ou troca do veículo, caso o proprietário opte por vender o ativo em algum momento.
Bens depreciáveis e não depreciáveis
Entender como calcular esse índice ajuda a tomar decisões mais precisas sobre investimentos, manutenção e substituição de equipamentos. Existem diferentes métodos para esse cálculo, cada um adequado a determinados tipos de bens e estratégias contábeis. Para calcular a depreciação linear, é necessário conhecer o valor do ativo, seu valor residual (o valor que se espera que o ativo ainda tenha ao final de sua vida útil) e sua vida útil estimada em anos.
Ou seja, a empresa terá que considerar o desconto, em suas Demonstrações do Resultado do Exercício, de mais R$ 4.000 no próximo ano. Além disso, terá que considerar outros R$ 4.000 no ano seguinte, e assim por diante, até que o valor do equipamento seja completamente cancelado no décimo ano após a sua aquisição. Dessa forma, conforme um bem é utilizado ao longo do tempo ele vai perdendo seu valor, ou seja, o valor desse bem fica depreciado. Na prática, os bens se desgastam naturalmente ao longo do tempo e vão ficando obsoletos, basicamente há depreciação de cisão capital.
Dessa forma, da mesma forma que é aplicada a taxa de depreciação sobre um bem tangível, a contabilidade de uma companhia pode amortizar o valor de um bem intangível. Esse recurso contábil tem a mesma finalidade que a depreciação, o qual é abater o valor amortizado do lucro líquido da companhia e reduzir o valor a ser pago em IRPJ e CSLL. Os métodos para realizar o cálculo da depreciação podem ser diferentes, isso ocorre porque a depender da estrutura de uma companhia pode ser interessante utilizar um ou outro método. Dessa forma, é importante conhecer todos os tipos de depreciação e avaliar qual se encaixa melhor para cada empresa. Além disso, há tipos diferentes de depreciação na contabilidade, sendo a principal a depreciação linear.
A depreciação do ativo é alocada como um custo; assim, são descontados do valor do lucro total do ano fiscal, já que não entram como lucro, e sim como custo, ou seja, “perda” de dinheiro. No caso do agronegócio, são considerados ativos tangíveis todos os maquinários utilizados (colheitadeiras, adubadeiras, aspersores, etc.) e também outros insumos que precisam ser trocados por desgaste. São considerados ativos tangíveis tudo aquilo que existe na vida real, ou seja, que pode ser tocados. Assim, é possível listar como bem depreciável os imóveis, comprados ou alugados, utilizados nas atividades da empresa. Bens imóveis essenciais ao desempenho, máquinas e equipamentos, além de veículos, também são listados como depreciáveis.
No entanto, ela não é adequada para fins contábeis, pois não segue um método de cálculo padronizado. A taxa de depreciação é geralmente baseada na expectativa de vida útil do ativo e no seu valor residual, que é o valor que se espera que ele valha ao final de sua vida útil. Alguns ativos, por exemplo, têm um valor residual mínimo, enquanto outros não têm valor residual. O cálculo de depreciação baseado nas regras da Receita Federal considera uma jornada normal, de 8 horas de utilização das máquinas e equipamentos da empresa. No entanto, algumas companhias trabalham com mais de um turno e seus bens sofrem com um desgaste maior.
A depreciação gera encargos que serão registrados periodicamente em contas de custo ou despesa. Não, apenas ativos tangíveis com vida útil limitada são depreciáveis; terrenos e ativos intangíveis não são. A depreciação é a perda de valor de um ativo ao longo do tempo, resultante do uso, desgaste ou obsolescência. Esse ajuste reflete que, embora o lucro líquido tenha diminuído devido à depreciação, a posição de caixa real da empresa permanece inalterada. Neste cenário, compreender o impacto da depreciação nas demonstrações financeiras é essencial para a tomada de decisões informadas e para a avaliação da saúde financeira da empresa.
Outro ponto importante é que nesta técnica é comum adotar o dobro da taxa de depreciação que seria utilizada em quotas constantes. Assim, todos os negócios precisam realizar esse cálculo utilizando a mesma taxa de desvalorização, fazendo com que a perda do valor seja padronizada. O cálculo de depreciação contábil é aplicado nos bens essenciais para o funcionamento do negócio. Por isso, cada tipo de ativo tem uma taxa de depreciação específica, calculada de acordo com as características de cada um. O cálculo da depreciação é uma maneira de padronizar essa desvalorização, pois leva em consideração pontos específicos do ativo em questão.
Impacto na tomada de decisões
Para ilustrar o conceito de depreciação, considere uma empresa que compra um veículo por R$ 50.000,00 com uma vida útil estimada de 5 anos. Se a empresa optar pela depreciação linear, ela reconhecerá uma despesa de depreciação de R$ 10.000,00 por ano. Isso significa que, ao final de 5 anos, o valor contábil do veículo será reduzido a zero, refletindo sua depreciação total. As empresas podem deduzir a depreciação como uma despesa, reduzindo assim sua base tributável. Isso significa que, ao contabilizar a depreciação, as empresas podem diminuir o montante de imposto a pagar, o que pode melhorar seu fluxo de caixa.
Dessa forma, esses bens precisam garantir as atividades da empresa com o objetivo de ter benefícios econômicos. Ou seja, este ativo terá uma depreciação anual fixa de 9 mil reais durante os próximos 10 anos. Vamos explorar os métodos mais comuns de depreciação, suas fórmulas e características. É crucial entender essa legislação, para que a empresa não pague mais do que deveria. Mas também é importante que o contador faça da forma correta, para que a empresa não sofra multas por declarações incorretas. A legislação define prazos mínimos de vida útil e limites de depreciação que devem ser seguidos.