Da terra à taça: como a sustentabilidade está transformando a produção de vinhos


O bagaço que é separado do vinho no processo de descuba passa por uma prensa e origina um vinho de qualidade inferior, apelidado de “vinho de prensa”, ou destilado. Após colhidas e selecionadas, as uvas passam pelo processo de prensagem, realizado normalmente com rolos cilíndricos metálicos perfurados. Nesse processo, há o rompimento da casca dos frutos, criando uma pasta de suco, casca e sementes, chamada de mosto. A prensagem deve ser sutil para evitar que partes sólidas da uva sejam trituradas. Nos últimos dias do inverno ou no inicio da primavera, ocorre o “choro”. Nessa época, a planta começa a perder seiva através dos cortes da poda.

Com o aumento do número de estados que produzem vinho, também cresceu o cardápio de sabores nacionais. Em 2021, a tendência é que os números sejam menos expressivos por conta do agravamento da crise econômica causada pelo coronavírus. A Evino, por exemplo, cresceu 62% no ano passado em faturamento – o valor total não foi divulgado, mas até setembro acumulava R$ 300 milhões, quase que 100% digital. A Grand Cru, que também falou à reportagem, fechou o ano com crescimento de 105% na operação digital, aumentando a fatia vendida pela internet de 9% para 17% do faturamento da empresa – a meta é chegar a 23% em 2021.

Além disso, a busca por alimentos mais leves e frescos impacta diretamente nas escolhas de vinho, favorecendo vinhos brancos e rosés. Esses estilos são vistos como mais compatíveis com pratos leves e saudáveis, como saladas e peixes, tornando-se uma escolha popular entre os adeptos de dietas equilibradas. Conforme elucida o CEO da Prixan, Andre Luiz Veiga Lauria, essa tendência mostra como a preocupação com a saúde influencia diretamente nos alimentos e bebidas que consumimos. Esse livro é uma tentativa de conscientizar cada vez mais as pessoas a questionar a maneira de consumir. A partir do momento em que se tem essa consciência você pode escolher suas batalhas.

s cooperativas no Brasil

Vence quem sabe traduzir desejo em valor, marca em experiência — e taça em história. A partir disso, deu-se início ao uso das uvas americanas ou de mesa, que são geralmente usadas para consumo in natura ou para sucos e não são muito apreciadas em vinhos. Hoje, o famoso garrafão é feito a partir delas, explica Rogerio Dardeau, escritor e especialista no setor.

Assim nasceram os vinhos “Retour des Indes” (Retornados das Índias), uma coqueluche que durou até o fim da Era das Navegações. As primeiras vinhas sul-africanas surgiram em 1654, compradas por Johan van Riebeeck. No entanto, o vinho sul-africano se tornará famoso a partir de 1679, quando Simon van der Stel desenvolveu o distrito de Constantia e o transformou em um dos vinhos mais desejados do mundo, tendo a mesma reputação dos Tokaji na época. Chegou a ser o vinho preferido de Napoleão Bonaparte antes de cair no esquecimento. O monge era um perfeccionista e, para gerar mais renda com o vinho, aprimorou a produção criando inúmeras regras com o intuito de dar mais qualidade ao produto.

A organização destaca que a programação pode sofrer ajustes em caso de condições climáticas adversas. O percurso inclui paradas estratégicas com degustações, música e conteúdos sobre o terroir da região, proporcionando uma experiência completa ao participante. Os visitantes terão acesso a experiências exclusivas, como menus temáticos, degustações e condições diferenciadas em estabelecimentos parceiros. O momento é acompanhado por apresentações musicais e reforça a conexão entre cultura, produção e comunidade. A abertura oficial do festival acontece na sexta-feira, 27 de março, com um jantar de alto padrão que promete atrair apreciadores de vinho e gastronomia. O evento será realizado no Hotel Villa Michelon e contará com uma proposta sofisticada.

Do produtor à taça: experiências que transformam o consumo de vinho

Por volta de 1850, a vitivinicultura espanhola aflorou, especialmente em duas regiões, La Rioja e Ribeira del Duero. Luciano de Murrieta e Dom Camilo Hurtado de Amezaga, Marquês de Riscal, foram os pioneiros em Rioja. Ambos estiveram em Bordeaux e ajudaram a aperfeiçoar o vinho espanhol. O primeiro queria copiar apenas as técnicas bordalesas, o segundo, o blend, e implantou castas francesas na região. Três anos depois, Riscal foi o primeiro vinho não francês a vencer uma competição em Bordeaux.

Cientistas acreditam que esses são os primeiros indícios de viticultura, ou seja, de um plantio organizado feito pelo homem. Acredita-se que os vinhos tenham surgido também nesse período, apesar de as primeiras prensas e outros equipamentos vitivinícolas terem sido encontrados na Armênia em 4.000 a.C. Ao conhecer a jornada do vinho, podemos apreciá-lo de uma maneira ainda mais profunda. Podemos saborear cada gole, reconhecendo as nuances de sabor, os aromas complexos e as texturas aveludadas. O mundo do vinho é vasto e diversificado, oferecendo uma infinidade de experiências sensoriais. O processo de cultivar uvas, transformá-las em vinho e apreciá-lo é uma combinação perfeita de ciência, arte e paixão.

Cerimônia celebra a safra e a cultura local

Essas ações mostram que a sustentabilidade vai além do cultivo e colheita, englobando toda a cadeia produtiva. Já em relação a cor, para diretor técnico da ABS-RS, Maurício Roloff o ponto de partida são os tintos, optando por uvas mais leves, refrescantes e amigáveis ao paladar, como a Pinot Noir ou Carbenet comprar vinho Franc. Segundo o diretor da ABS-RS, o paladar do brasileiro gosta de vinhos não tânicos, ou seja, sem aquela sensação de secura e amargor no final. A consequência foi também uma alta expressiva no índice de consumo por pessoa. Stockwell aponta que o consumo moderado não estende a vida das pessoas, pelo contrário, aumenta as chances de desenvolver doenças como o câncer. “Simplesmente não existe um nível de consumo de álcool totalmente seguro”, frisou.

s primeiras vinhas no Novo Mundo

Na colheita mecânica, um trator passa por cima das videiras, chacoalhando-as para que as uvas caiam num reservatório embutido. A utilização de espécies geneticamente modificadas tem sido estudada também, mas ainda não possui grande aceitação. Após a escolha das uvas, as videiras são plantadas no solo adequado.